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sábado, 29 de agosto de 2009


"É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta
nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.
É preciso não esquecer de ver a nova borboleta,
nem o céu de sempre.
O que é preciso é esquecer o nosso rosto,o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.
O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,a idéia de recompensa e de glória.
O que é preciso é ser como se já não fôssemos,vigiados pelos próprios olhos severos conosco, pois o resto não nos pertence."

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